Jogos eletrônicos x Responsabilidades escolares

Em cada fase da vida escolar as responsabilidades dos alunos aumentam, junto com isso o desafio das famílias e escolas em ajudar nossa juventude a ter uma formação de qualidade fica cada vez maior. Muitos detalhes podem tirar o foco dos estudos e comprometer o processo educacional, um deles que ganhou visibilidade atualmente, é o tempo gasto por várias crianças e jovens nos computadores ou celulares diante dos jogos repleto de interação.

 

Foto ilustrativa|pixabay.com

 

Mas será que a exposição aos jogos eletrônicos só atrapalha o rendimento escolar dos discentes, não tem nada de positivo?  Para o aluno do ensino médio Pedro Henrique Gaspar, os games influenciam tanto negativamente como positivamente, “os jogos eletrônicos podem melhorar o raciocínio lógico, o reflexo, a interação social, pois muitas amizades começam em jogos, o lado negativo é que algumas crianças não conseguem separar a vida online da real e acabam perdendo interesse nos estudos”. Pedro joga há sete anos e nunca sentiu que isso prejudicou sua vida acadêmica.

“O excesso de jogos é prejudicial à saúde, tornou-se uma doença reconhecida pelo CID-11” ressalta a psicóloga escolar Amanda Borges.  Para ela, é necessário destacar as partes boas também, pois jogar trabalha o raciocínio, a agilidade, coordenação e atenção. “Tudo em excesso faz mal e costumo dizer que esconde uma falta, por isso é necessário observação e acompanhamento, afirma a psicóloga escolar.

O fato é que os esportes eletrônicos crescem de forma acelerada no Brasil e mundo, prova disso foi a grande audiência em 2016 de um campeonato online, que foi assistido por cerca de 43 milhões de internautas.  Outro dado que reforça a expansão da prática dos esportes eletrônicos (eSports) são os prêmios que chegam na casa dos milhões para as equipes profissionais campeãs, de acordo a Confederação Brasileira de eSports (CbeS).

De carona com essa evolução, os games para celulares também passaram por melhorias com a intenção de encantar principalmente jovens e até adultos, através muitos desafios.  As empresas da área tentam adaptar seus jogos para os mobiles e assim conseguir uma fatia considerável deste mercado em ascensão. 

 

Foto ilustrativa|pixabay.com

 

No ano de 2018 aconteceu um torneio mundial mobile, realizado em Dubai, cuja premiação ficou por volta de US$ 200 mil para o campeão, conforme divulgado pelo site techtudo. Diante do cenário de valorização desta atividade no mundo fica fácil entender porque nossos jovens se interessam tanto pelo assunto, os estímulos são muitos! 

A psicóloga escolar diz que a sociedade está mais ansiosa e intolerante as frustrações e aquele que tiver predisposição neuronal, os games podem afetar negativamente, tanto na autoestima como também nas habilidades sociais de comunicação.  “Um dos indicadores que o excesso pode-se tornar um vício é quando o jogo deixa de ser uma escolha e torna-se um hábito, onde o individuo deixa de realizar algo pela dependência dos eletrônicos”, reforça Amanda.

O professor de Educação Física Marcos Almeida, destaca que os pais têm o importante papel de controlar a quantidade de tempo que as crianças e adolescentes passam na frente de computadores e celulares para que dessa forma evitem problemas de visão, distúrbios tanto de sono como da alimentação que afetam muito a saúde.  Todos da família devem praticar hábitos saudáveis juntos para que essas opções de lazer despertem o interesse dos estudantes que possam estar muito ligados aos entretenimentos eletrônicos, explica o educador físico.

Sendo assim, é necessário que família e escola caminhem juntas para ajudar nossos alunos entenderem que é possível aproveitar a recreação eletrônica sem deixar de lado as responsabilidades escolares e as práticas saudáveis.  

Fontes: cbesports.com.br  / www.techtudo.com.br

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Paulo Carvalho

Paulo Carvalho é especialista em treinamento físico com ênfase em Fisiologia, Educação Física Escolar e Recreação pela Esc-Esefic e Jornalista pela Faculdade Canção Nova. Atua como Educador Físico no Instituto Canção nova.