Eleições vêm aí! Como votar?

 

A mudança é possível, mas ela começa por você e por mim | Foto: pixabay.com

 

O quadro político do nosso país é muito frágil desde a redemocratização do processo de escolha do executivo e legislativo, após o fim do Regime Militar em 1985. Diante de tal fragilidade, é comum nos depararmos com eleitores desacreditados com a política no Brasil, levados a pensar que “nada nunca muda, são sempre os mesmos”. Essa desesperança é natural, já que há anos o país carece de sistemas básicos de qualidade de vida para a população, como educação, saúde, segurança pública, moradia, entre outros.

É notório o caos em que estamos, a sensação de abandono e descaso, comprovados pela corrupção em todas as suas instâncias – como vemos nos noticiários – ou pela negligência e falta de habilidade administrativa de nossos representantes. Entretanto, é preciso acreditar que ainda há possibilidade de ser diferente, que existem pessoas de caráter, de boa índole e com condições de liderança e organização no meio político. Vale ressaltar que nosso país ainda é muito jovem, e que qualificar as condições do Estado demanda tempo e empenho em todo o sistema público. Nosso país está febril, mas a febre é necessária para que tenhamos a cura.

 

Acredite nos bons políticos que ainda existem | Foto: pixabay.com

 

Nós, enquanto eleitores, podemos fazer alguns movimentos significativos na intenção de “qualificar o voto”, ou seja, utilizar uma série de critérios para que a nossa escolha do legislativo e executivo seja melhor. O primeiro passo é acreditar nos bons políticos que ainda existem, nas pessoas de bem que realmente desejam trabalhar em prol do país, e que nem tudo está perdido, ainda existem boas possibilidades.

A intenção aqui não é doutrinar o eleitor no que se refere ao voto, mas sugerir alguns critérios de orientação para que ele possa escolher seus candidatos de modo sensato, baseado em valores e condições de governo.

O primeiro critério a considerar seria verificar a qual partido pertence o candidato escolhido pelo eleitor, pois o partido deve representar ideais e valores, os quais esse mesmo candidato acredita e pelos quais irá lutar. Isso pode ser compreendido também dentro do campo religioso. É importante verificar se o candidato e o partido partilham dos mesmos valores e ideais religiosos que você. É importante também verificar os outros candidatos que compõem o mesmo partido, no intuito de perceber se eles discursam propostas similares.

O segundo critério é verificar o grau de instrução do candidato, ou seja, se o mesmo possui formação de nível acadêmico ou não. Sabemos que, a priori, esse critério nos parece estranho já que, historicamente, a formação do indivíduo não mensura caráter nem índole. Entretanto, prezar pela instrução do sujeito é significativo, visto que seria um indicador positivo de preparo para gerenciar o Estado. Ora, pensemos em um exemplo clássico similar ao que os filósofos gregos utilizavam: para que um piloto de avião possa pilotar é necessário que antes o mesmo tenha se preparado para tal função pois, caso não, o fracasso é iminente; ou como um médico que precisa de anos de estudo para realizar uma cirurgia, tornando-se perito nessa função; ou um professor que estuda durante toda a sua vida, atualizando-se para poder lecionar; assim também precisam ser nossos líderes no Estado, estarem preparados e em constante crescimento para gerenciar o país.

O terceiro critério seria verificar o passado político do candidato (caso haja). Essa ação é fundamental para analisar os feitos passados do político e, ao mesmo tempo, sua conduta enquanto representante do povo. É importante ver se o candidato não esteve envolvido em escândalos administrativos, casos de corrupção ou de negligência parlamentar.

O quarto e último critério seria analisar as propostas feitas pelo candidato e se são possíveis de serem realizadas no espaço de tempo proposto. De nada adianta eleger um representante que faz promessas e mais promessas que são inviáveis de serem concretizadas. É preciso manter os pés no chão e perceber o que realmente é possível de se realizar e o que é utópico, com objetivo apenas de se ganhar votos.

 

Acompanhe o trabalho do seu candidato | Foto: arquivo Canção Nova

 

Esses quatro critérios são apenas sugestões para que o eleitor possa qualificar o voto, mas são de grande valia para melhor escolhermos nossos candidatos em 2018. É claro que não para por aqui. É fundamental que o eleitor acompanhe o trabalho do seu candidato, o que se tornou muito fácil com o advento da informatização e da dissipação da internet. Então, nos próximos 4 anos acompanhe seu candidato (caso eleito) pelas redes sociais e sites governamentais. Converse com ele, faça cobrança e exija o que é nosso por direito.

Lembre-se: a mudança é possível, mas ela começa por você e por mim.

 

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Thiago Ribeiro

Thiago Ribeiro é Mestre em Ciências da Educação, graduado em Filosofia pelo Centro Unisal de Lorena, e especialista em Educação para o Pensar pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), especialista em Gestão Escolar e Educação Especial e Inclusiva pela Faculdade Duque de Caxias do Rio de Janeiro. Atua como Professor de Filosofia e Ensino Religioso no Instituto Canção Nova.

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