Escultura de papel com técnica de papietagem

 

A escultura é a arte de representar imagens em relevo total ou parcial. Sua principal característica é a tridimensionalidade. O ato de modelar trabalha com a afetividade, convida o educando a mergulhar um pouco mais dentro de si mesmo, melhora a autoestima e desenvolve diversas habilidades.

Na sala de aula, o aprendizado começou pela história da arte. A professora apresentou uma série de imagens que permitiram à turma conhecer vários estilos e escultores. Foram trabalhados vários períodos emblemáticos, como o Renascimento através da obra Pietá de Michelangelo, escultura em mármore que transmite leveza e realidade em várias outras obras e artistas.

Escultura do Santuário Pai das Misericórdias

Os materiais a serem utilizados para realizar uma escultura são diversos: madeira, metal, mármore, argila, sucata, pedras, plásticos e resina. Geralmente, o escultor segue algumas etapas para a realização de sua criação: o projeto (esboço no papel ou construção de uma maquete), a estrutura (esqueleto do objeto em metal, madeira ou outro material) e a finalização. Essas etapas visam o equilíbrio harmonioso da peça, que apresenta as características próprias do escultor, independente dos materiais utilizados, a isso denominamos estilo.

Depois de ter trabalhado a teoria sobre escultura partimos para a aula prática. Foi proposto aos alunos a criação de uma girafa de papel ou outro animal de sua preferência. Os primeiros passos práticos foram dados com a elaboração de um desenho de observação da figura de uma Girafa como modelo. “O objetivo era levar os alunos a visualizarem a diferença entre um objeto bidimensional e um objeto tridimensional”.

Após afiar os traços no papel, os alunos do 6º ano assistiram um vídeo sobre a técnica de papietagem e partiram para o jornal e fita crepe. Usaram as próprias mãos para moldá-los até chegarem ao formato desejado, então a estrutura foi revestida de papel e cola (técnica da papietagem). Em seguida, cada aluno pôde se esbaldar na escolha das cores e dos materiais a serem utilizados para dar o seu toque final, a tinta guache foi utilizada para o acabamento.

A partir das instruções iniciais, os alunos puderam soltar a imaginação e criar conforme sua vontade. Nesse momento podemos ver as esculturas tomando forma e criando uma identidade própria, mesmo que a base tenha sido a mesma, cada um imprime originalidade na sua produção de acordo com seu desejo e vão surgindo diferentes formas, fazendo com que cada escultura seja única!

A arte é uma intervenção humana. Ela é o que eu, humano, posso transformar| Foto: Eugênia Fraante

Por trás das mãos sujas de cola e dos rostos orgulhosos com o resultado, há uma série de conceitos que podem ser envolvidos na abordagem desse tema. “Saber a diferença entre um objeto bidimensional e outro tridimensional é desejável para trabalhar conceitos de espaço, largura e profundidade”. A arte é uma intervenção humana. Ela é o que eu, humano, posso transformar.

É imprescindível definir previamente os critérios de avaliação de forma clara e evidente ao apresentar a proposta de trabalho aos alunos, para que tenham conhecimento do que necessitam desenvolver durante as aulas e consigam atingir os objetivos almejados.

Foram utilizados como critérios de avaliação: a participação e os questionamentos apresentados pelos alunos nas reflexões sobre as obras, a realização das pesquisas iniciais, a observação da capacidade criativa no desenvolvimento da tridimensionalidade, também na habilidade em planejar e executar um projeto com coerência em sua realização.

 

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Tais Fernanda

Tais Fernanda é casada, mãe de dois filhos, nascida em Lorena, São Paulo. Formada em Pedagogia e com licenciatura em Educação Artística pela Faculdade Santa Cecília, Pindamonhangaba. Leciona Arte no Instituto Canção Nova.